Acredito em histórias de amor. Acredito mesmo, ainda que não sejam garantidamente para sempre e que obriguem a muito mais do que imaginamos quando vemos filmes românticos. O amor tem sempre saldo positivo. Não existe isso de amor sofrido e infeliz. Existem desafios pessoais e em casal. Existem fases mais duras em que o equilíbrio parece impossível. Existem trabalhos de casa e revisão da matéria todos os dias. Mas o amor é uma subtração em que um mais um tem sempre que ser superior a dois.

Acreditei durante muitos anos que a culpa de não ter encontrado uma história de amor era minha. Eu senti, tantas e tantas vezes, que estava sozinha e miserável porque não tinha “alguém”. Porque exigia demais ou porque valia de menos.

Casei com o amor da minha vida, aos 37 anos, cinco semanas depois de nos conhecermos numa aplicação de solteiros. Hoje sei que não foi sorte ou acaso. Viver um amor feliz é consequência de muito trabalho de desenvolvimento pessoal e de casal.

A minha certificação como coach e a especialização como mentora de relações foram o culminar de muitos anos de terapia. E ajudaram-me a perceber o meu propósito.

Orientar os outros para a sua história de amor feliz. Ou para que a sua história de amor seja feliz.

 

“Aos 14 anos acreditava que todas as histórias de amor eram como nos filmes de domingo à tarde. Demorei algum tempo a digerir a desilusão de que, na vida real, as histórias não são exatamente como nos filmes. Ou a desilusão de nunca me ter calhado uma história como essas. É mais fácil pensar que não existem histórias como nos filmes do que aceitar que nunca nos cruzamos com a nossa. Primeiro optei pela primeira hipótese. Depois percebi que podia mudar isso.”

–  Catarina Beato –